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Indicações geográficas: projeto da União Europeia valoriza produtos do Cerrado

  • Foto do escritor: Lulu Peters
    Lulu Peters
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

No último dia 14, eu participei do jantar de encerramento de um projeto que, confesso, não conhecia. O Sabores que Conectam é uma parceria entre a delegação da União Europeia no Brasil e o SEBRAE, a fim de identificar os ingredientes ou produtos passíveis de registro como Indicação Geográfica (IG), que seria o início do processo de reconhecimento para uma eventual Denominação de Origem Protegida - DOP, para alimentos, e Origem Controlada - DOC, para vinhos, na Europa.


O evento foi fechado, realizado no espaço do antigo Aquavit, onde o Chef Simon Lau - grande entusiasta da utilização de ingredientes e produtos locais para receitas sofisticadas - recebeu a Chef Catarina Freire - grande defensora da culinária ancestral e da defesa dos insumos nacionais - para executar um menu a quatro mãos.


O foco, claro, produtos do bioma do Cerrado, que incluíram Açafrão de Mara Rosa (GO), cachaça de castanheira (GO) e café do Cerrado Mineiro (MG), além de palmito fresco e cagaita. Mas vamos ao menu completo?


Para o coquetel de recepção, pães do Aquavit e Manteigas de Baunilha do Cerrado e de Crème Fraîche DOP; Linguiça de Maracaju IG com geleia de jabuticaba de Sabará IG; Mini salada de queijo Danablu IGP, azeitonas gregas e azeite de Les Garrigues DOP; uma ótima seleção de queijos brasileiros, meles nativos e doce de buriti do Cerrado; seleção de queijos europeus e Ceviche do Cerrado, feito com pirarucu.


Tudo uma delícia, mas o ceviche estava perfeito, porque a textura do Pirarucu me agrada muito. A harmonização foi com Vinho Verde DOC e um surpreendente borbulhante de caju, que dividiu opiniões.


Para a entrada do jantar, palmito fresco assado, castanha de pequi, hollandaise de Açafrão de Mara Rosa IG e farofa de Goiás Velho. Achei uma delícia, até porque depois que descobri que palmito em conserva, que eu sempre odiei, é muito diferente do fresco, virei fã. Harmonização com um Sauvignon Blanc Val de Loire IGP, que agradou demais. Mais até que o Chardonnay que veio em seguida.


O segunto prato, beterraba, caviar de piranha, Cous Cous Saint Eloi- França, mostarda de Meaux não harmonizou tanto com o Chardonnay Bourgogne DOP, mas sem traumas.


E para o principal, um impecável magret de pato, Magret de Canard, Angu com Brunoise de Champignons de Vale de Loire e uma redução de cagaita. Delicioso!! Harmonização com taninos de Merlot/Malbec Bordeaux DOP, que são mais macios.


Uma iniciativa maravilhosa, que contou com dois grandes chefs, além de formadores de opinião, como Luciana Barbo, André Rochadel e Max Cajé, além de perfis influenciadores, como Asanortear e Fome de que.



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©2023 por lulupeters

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